Stress na gravidez

Stress na gravidez

 

A imagem de uma grávida descontraída, com o rosto sereno e tranquilo, está na mente de muitas pessoas. Essa imagem muitas vezes não corresponde com a realidade. Os problemas do dia a dia, conflitos e a correria tornam- sem ainda mais intensos durante a gravidez, e isso pode impedir que a futura mamã desfrute plenamente do seu estado , e até pode prejudicar a sua saúde e do seu bebê.

 

Em uma situação de muita tensão, o organismo reage libertando cortisol, a chamada hormona do stress. Alguns estudos  sugerem que um nível elevado de cortisol numa grávida pode ser a causa de aborto. Outras investigações  alertam para o fato do stress da mãe poder alterar o desenvolvimento cerebral do feto, o que se traduziria em crianças com um baixo quoficiente intelectual, alterações de conduta e doenças mentais. Estes estudos não foram suficientemente comprvados e, por este motivo, devem ser tidos em conta como meras hipóteses sem fundamento.

Numa coisa os especialistas estão de acordo: as mulheres que apresentam elevados níveis de stress durante a gravidez têm mais possibilidade de dar à luz  recém nascidos de baixo pesoe, sobretudo, são mais propensas a ter prematuros.

Além das consequências  que o aumento de cortisol pode ter no organismo materno, existe um risco acrescidos : as grávidas stressadas têm tendência a tomar mais medicamentos, a não conseguir deixar de fumar(inclusive podem até aumentar o uso do tabaco), são mais propensas a beber álcool, não se alimentam convenientemente e descansam pouco…. Todos estes hábitos, que não são saudáveis, acabam por colocar em perigo o bom desenvolvimento da gravidez.

 

Passos a seguir:

O primeiro passo para combater o stress é começar por averiguar quais são as circunstâncias em que ele ocorre. O mais frequente é o trabalho. Se antes da gravidez a mulher já se sentia angustiada, com a gestação esta sensação pode aumentar.: o seu estado vai impedi-la de estar no mesmo ritmo e o fato de não estar a 100% , e de não conseguir fazer tudo , pode estressa-la ainda mais.

Outros fatores que pode gerar inquietudo e ansiedade são as tarefas domésticas, o medo de perder o emprego e as dificuldades para equilibrar a vida laboral e familiar, especialmente quando há crianças pequenas e não tem ajuda.

A gravidez é uma fonte de stress por todas as mudanças  que implica.

Nos primeiros três meses a notícia gera tensão perante a responsabilidade de ser mãe , e ter a consciência de que o tempo não volta atrás, e isto acontece mesmo quando a gravidez é muito desejada. No começo há um certo medo de perder o bebê e isso trás angustias a mãe. As mudanças a nível hormonal provovam instabilidade e mocional e isto , aliado aos transtornos com o sono, náuseas, mal estar, aumentam o stress.

O segundo trimestre é uma fase mais tranquila visto a mulher já ter assumido o seu estado e sentir-se melhor fisicamente. No entanto na última etapa podem surgir novos fatores  de ansiedade: medo que o parto não corra bem, que surjam complicações, que o bebê tenha algum problema, etc.

Há ocasiões em que mulheres durante os nove meses de gravidez estão mais preocupadas e inquietas. Isto porque consideram a gravidez uma doença e acabam por viver todo essa processo com medo.

Logicamente que a situação se agrava se já passaram por alguma má experiência (aborto).

Problemas Conjungais, a morte de alguém querido, uma mudança de casa ou dificuldades financeiras  podem igualmente fazer disparar o nível de ansiedade da mulher grávida.

 

Sintomas

 

Sentir-se nervosa, não consegue dormir, pesadelos, ansiedade, alimenta-se mal, irritabilidade, instabilidade emocional…. Estes sintomas podem ser um alerta de que existe um problema com stress.

O primeiro passo a dar é falar com o seu ginecologista para que este possa confirmar se tudo está bem.

A mulher grávida deve falar sobre o seu estado de ansiedade , os seus sintomas e as peocupações que lhe causam angustias. Além disso não deve ter receio de questionar todos os aspectos .

Perante uma situação de stress deve ser identificada a causa e tratá-la. Se a razão principal for o trabalho, o médico poderá passar uma baixa médica.

Quando a angústia é intensa e se prolonga durante todo os tempo da gestação, convém solicitar ajuda psicológica.

Com o tempo, pequenas alterações da rotina diária irão favorecer uma vida mais tranquila e manter afastados a angústia e ansiedade . Aceitar as limitações que a gravidez pode acarretar, reduzir o nível  de atividade  e procurar apoio dos que nos rodeiam, tanto no trabalho com em casa, poderão ser bons antídotos  contra o stress.

 

 

Alguns truques para afastar o stress:

  1. Aproveitar o tempo livre para relaxar, realizando atividades tranquilas como: ler, passear, ouvir música…
  2. Sempre que seja preciso, pedir ajuda ao parceiro, á família e aos amigos.
  3. Avaliar a possibilidade de contratar uma pessoa que ajude na limpeza da casa e que dê uma ajuda com as crianças.
  4. Se existirem problemas no trabalho desabafar com alguém.
  5. Dormir o suficiente, ter uma dieta saudável, e praticar exercícios regularmente(perguntar ao médico o que é permitido fazer ou não)
  6. Evitar combater o stress com o cigarro, álcool e café. Não tomar medicamentos sem consultar o médico.
  7. Conversar com outras mulheres que já passaram pelo mesmo.
  8. Evitar ao máximo situações estressantes.
  9. Não ter medo de dizer não no trabalho, fazer pausas , evitar estar sempre na mesma posição, não fazer horas extras e pedir ajuda se necessário.
  10. Não faltar as aulas de preparação ao parto. As informações que oferecem , as técnicas de relaxamento que ensinam e a possibilidade de partilhar experiências com outras grávidas são boas armas para combater a ansiedade.

 

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